Converso com quem trouxe a demanda
Começo pela conversa com o stakeholder: o que a área precisa resolver, quem vai usar e o que já foi tentado antes. Saio dessa conversa com o problema escrito, e não com uma lista de telas para desenhar.
Sou a designer de produto de uma plataforma B2B de gestão operacional. O que chega como briefing sai como jornada fechada, protótipo navegável e documentação de handoff.
Este case não mostra o produto. Ele mostra como eu uso IA no meu processo de design, do briefing ao handoff.
O produto está sob acordo de exclusividade. Por isso aqui não existe tela, nome de cliente nem dado do produto. Os diagramas desta página foram desenhados especificamente para esta apresentação e não reproduzem a interface do produto.
Sou a única pessoa de design do time, e a demanda é maior do que uma pessoa entrega no ritmo do desenvolvimento.
Isso cria um gargalo previsível: tudo espera a mesma pessoa. Quando o desenho demora, o time fica parado numa suposição. Quando sai rápido e sem contexto, o time constrói a interpretação errada e o retrabalho volta dobrado.
Foi por isso que trouxe IA para dentro do processo: para dar conta do volume sem abrir mão de pesquisar, decidir e validar.
Estruturei o processo como um ciclo curto e repetível, da conversa com o stakeholder até o handoff documentado. A parte mais importante é a volta: validar cedo evita que o fluxo chegue errado no desenvolvimento.
Diagrama feito para este case. Não reproduz a interface do produto.
Começo pela conversa com o stakeholder: o que a área precisa resolver, quem vai usar e o que já foi tentado antes. Saio dessa conversa com o problema escrito, e não com uma lista de telas para desenhar.
Fecho a jornada inteira antes de abrir o Figma: por onde a pessoa entra, o que precisa decidir no caminho e o que acontece quando dá errado. Estado vazio, erro e falta de permissão entram aqui, e não depois que alguém reclama.
Descrevo o fluxo e as regras para o Claude e para o Figma Make, e transformo isso em telas clicáveis em horas. Depois reviso tela por tela e ajusto o que não bate com a decisão que eu tomei. É a etapa que a IA mais mudou: a montagem deixou de ser o gargalo.
Coloco o protótipo na mão de outra pessoa antes de qualquer linha de código. Em minutos aparece o que uma tela estática esconde por semanas: caminho que não fecha, passo que ninguém entende, decisão que tomei sem perceber. Ajusto e rodo de novo.
Cada mudança pedida entra na documentação do fluxo junto com o motivo. Uso o Claude para transformar o que foi decidido na conversa em documento estruturado, e reviso antes de publicar. A pergunta que sempre volta não é como era a tela, é por que decidimos assim.
O time recebe fluxo, comportamento esperado, estados e critério de aceite, e não só o layout. Quando o desenvolvimento termina, comparo o que foi construído com o que foi desenhado e registro as diferenças.
Desenhar o fluxo de ponta a ponta significa cobrir o que costuma ficar de fora até o teste. O caminho feliz é a menor parte do trabalho.
Diagrama feito para este case. Não reproduz a interface do produto.
Trouxe IA para as partes mecânicas do processo. O que ela mudou, e o que continuou igual.
Montagem do protótipo, varredura de inconsistência entre telas, documentação das decisões e comparação entre o que foi desenhado e o que foi construído deixaram de ser gargalo.
Definir o problema, escolher o que entra e o que fica de fora, interpretar o teste e assumir a decisão na frente do time.
Com uma pessoa só de design, o ganho não é entregar mais rápido a mesma aposta. É caber mais rodada de validação dentro do mesmo prazo.
Volume produzido na plataforma até aqui, a maior parte antes de a IA entrar no processo. São números de produção, não de impacto no negócio: métricas do produto são confidenciais.
Telas desenhadas e conectadas em protótipos navegáveis
Fluxos de ponta a ponta, do briefing ao handoff
Documentos de decisão, especificação e handoff
Componentes no design system que sustenta essas telas
Velocidade só vale se for usada para validar mais. Foi a primeira coisa que tive que segurar em mim mesma.
O protótipo navegável mudou a conversa com o time: a discussão deixou de ser sobre o que a tela parece e passou a ser sobre o que acontece quando a pessoa clica.
E documentar a decisão no mesmo dia foi o que mais economizou tempo. O custo é pequeno na hora e enorme quando não existe.